quinta-feira, 26 de abril de 2007

Fanfic, o que é?


Fanfic é a abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, "ficção criada por fãs". Em outras palavras, trata-se de contos ou romances escritos por quem gosta de determinado filme, livro, história em quadrinhos ou quaisquer outros meios de comunicação.


Saint Seiya (聖闘士星矢 Santo Seiya em japonês), conhecido no Brasil e em Portugal como Os Cavaleiros do Zodíaco, é uma das séries japonesas (anime e mangá) de maior sucesso no mundo, contando a história de jovens guerreiros guiados pelas constelações, protetores da deusa da sabedoria, da paz e da guerra.

Cinco guerreiros tem a missão de proteger Saori Kido, uma garota que é a reencarnação da deusa Atena (deusa da guerra justa e da sabedoria), e lutar contra as forças do mal, num ambiente cheio de mitologias. A série exibida na TV é uma adaptação do mangá de mesmo nome criado por Masami Kurumada. A primeira exibição ao público foi feita pela Toei Animation no Japão na TV Asahi, no dia 11 de outubro de 1986.
A série foi originalmente exibida no Brasil pela extinta Rede Manchete entre 1º de setembro de 1994 a 12 de setembro de 1997.


A cada 200 anos, Atena, a deusa da justiça, da sabedoria e da paz, vem à Terra. Ela vem acompanhada dos seus Cavaleiros. Quando Atena reencarna e vem à Terra, ela precisa de impedir outros deuses malignos de destruir a Terra. Esses outros deuses, como Poseidon e Hades, têm o pretexto de que os humanos são cruéis e gananciosos, e por causa disso querem exterminá-los.
Isso dá início às Guerras Santas, na qual Atena e seus Cavaleiros lutam contra os outros deuses para que haja paz e justiça neste mundo.


E assim, começa mais uma guerra santa...


Downloads

Saint Seiya - Beauty Chapter / Trilha sonora

Miss you love – Silverchair

http://rapidshare.com/files/27847086/05_-_Silverchair_-_Miss_You_Love.mp3.html

Trilha sonora


Miss You Love

Silverchair

Composição: Indisponível

Millionaire say

Got a big shot deal

And thrown it all away but

But I'm not too sure

How I'm supposed to feel

Or what I'm supposed to say

But I'm not, not sure,

Not too sure how it feels

To handle every day

And I miss you love


Make room for the prey

'Cause I'm coming in

With what I wanna say but

It's gonna hurt

And I love the pain

A breeding ground for hate but...


I'm not, not sure,

Not too sure how it feels

To handle everyday

Like the one that just past

In the crowds of all the people


Remember today

I've no respect for you

And I miss you love

And I miss you love


I love the way you love

But I hate the way

I'm supposed to love you back


It's just a fad

Part of the, teen, teenage angst brigade and

I'm not, not sure,

Not too sure how it feels

To handle everyday

Like the one that just past

In the crowds of all the people


Remember today

I've no respect for you

And I miss you love

And I miss you love


Remember today

I've no respect for you

And I miss you love

And I miss you


I love the way you love

But I hate the way

I'm supposed to love you back


quarta-feira, 25 de abril de 2007

Curiosidades (2º Parte)


Jardins suspensos da Babilônia


Foi dai que eu me inspirei para nomear o local onde está localizado o templo da deusa Afrodite.


"Suspensos" por sua vez quer dizer pendurado, e os jardins da minha ficção estão localizados um pouco acima da terra, digamos que é uma dimensão entre o céu e a terra.


Os Jardins suspensos da Babilônia era uma das 7 maravilhas do mundo antigo. Era um Jardim imenso, florido, perfumado e muito bonito. Segundo histórias, os jardins suspensos da Babilônia foram construídos pelo rei Nabucodonosor, para homenagear a sua mulher .Algumas referências dizem que os jardins suspensos avançavam metros e metrosna direção dos céus, mas as evidências arqueológicas na cidade da Babilônia indicamque eles não eram tão elevados – ainda assim possuíam altura considerável.

Curiosidades (1º Parte)


Curiosidades

Thorn, cavaleiro de espinhos

O nome Thorn, é uma palavra de origem inglesa que significa “espinho”.
Na Fanfic, Thorn é o cavaleiro que possui a armadura de espinhos, o guerreiro mais fiel da deusa Afrodite.

Castor, deus da ilusão


Castor e Pólux são personagens da mitologia grega. Também conhecidos como Dioscuros (filhos de Zeus), eram irmãos gêmeos filhos de Leda, embora de pais diferentes. Pólux era filho de Zeus, e Castor era filho de Tíndaro, rei de Esparta. Eram irmãos também de Helena de Tróia, e da bela Clitemnestra.

Por ser filho de um deus, Pólux foi agraciado com o dom da imortalidade. Por serem inseparáveis, quando Castor morreu, Pólux recusou a imortalidade enquanto permanecesse separado de seu irmão. Como Zeus, seu pai, não podia convencer Hades, o deus dos mortos a trazer Castor de volta à vida, ficou decidido que os dois irmãos passariam metade do ano nos infernos, e outra metade no Olimpo. Existe outra versão, na qual Zeus transforma Castor e Pólux em constelação. A Constelação de Gêmeos.

A constelação de Gêmeos


Atormentado pela perda do irmão, Pólux suplica ao seu pai, Zeus, que devolva Castor à vida. Comovido com tamanha fraternidade, o senhor dos Deuses propõe a única solução para salvar o jovem: Pólux deve dividir a sua imortalidade com o irmão, alternando com ele um dia de vida e outro de morte. Pólux concorda sem hesitações e a partir deste instante os irmãos passaram a viver e morrer alternadamente. Para celebrar tamanha prova de amor fraterno, Zeus catasterizou os Dióscuros na constelação de Gêmeos, onde não poderiam ser separados nem pela morte.

Mitologia grega (5º Parte)


Anteros

Na Mitologia grega, Anteros era filho de Afrodite com Ares e irmão de Eros. É o deus da ordem e foi criado por um pescador. Seus poderes são dar ordens e as pessoas obedecerem. Este deus surgira do momento em que Ares perguntara à Têmis por que Eros não crescia, foi-lhe respondido que a razão estava na falta de um companheiro.Vênus, então, tivera como segundo filho Anteros, e o deus do amor começara a crescer.

Mitologia grega (4º Parte)


Eros

Ignorado por Homero, Eros aparece pela primeira vez na Teogonia de Hesíodo, que o descreve como o mais belo dos imortais, capaz de subjugar corações e triunfar sobre o bom senso. Deus grego do amor e do desejo, Eros encerrava, na mitologia primitiva, significado mais amplo e profundo. Ao fazê-lo filho do Caos, vazio original do universo, a tradição mais antiga apresentava-o como força ordenadora e unificadora. Assim ele aparece na versão de Hesíodo e em Empédocles, pensador pré-socrático. Seu poder unia os elementos para fazê-los passar do caos ao cosmos, ou seja, ao mundo organizado. Em tradições posteriores era filho de Afrodite e de Zeus, Hermes ou Ares, segundo as diferentes versões. Platão descreveu-o como filho de Poro (Expediente) e Pínia (Pobreza), daí que a essência do amor fosse "sentir falta de", busca constante, em perpétua insatisfação. Seu irmão Ânteros, também filho de Afrodite, era o deus do amor mútuo e, às vezes, oponente e moderador de Eros. Artistas de várias épocas representaram com freqüência o episódio da relação de Eros com Psiqué, que simboliza a alma e constitui uma metáfora sobre a espiritualidade humana. Em Roma, Eros foi identificado com Cupido. Inicialmente representavam-no como um belo jovem, às vezes alado, que feria os corações dos humanos com setas. Aos poucos, os artistas foram reduzindo sua idade até que, no Período Helenístico , a imagem de Eros é a representação de um menino, modelo que foi mantido no Renascimento.

Mitologia grega (3º Parte)


Éolo

Há pânico e sofrimento no mar e na Terra. A natureza está atormentada. E a criatura humana vive, impotente, sua tragédia, contra a qual nada podem esforços ou preces. Os causadores das desgraças são os Ventos. Não tem lei nem rei. Transformam o ar em perpétua anarquia. Guerreiam entre si. Provocando furacões e tempestades. É preciso dominar essas forças. Organizá-las. Aplacá-las. Para isso, Zeus, o mais poderoso dos deuses, encerra os Ventos numa caverna e sobre ela acumula montanhas e rochedos. Depois pede a Éolo, filho de Poseidon e Arne que vigie os prisioneiros. Assim, Éolo torna-se o rei dos Ventos. Do alto das montanhas ouve os súditos rugirem, desesperados, clamando pela liberdade perdida. Noites e dias, o clamor aflito dói-lhes nos ouvidos. Mas ele não tem compaixão. Somente sob ordens de Zeus os ventos podem ser libertados sobre a Terra.


Os 4 principais ventos são filhos de Astreu e Aurora : Bóreas (ou Setentrião), Zéfiro (ou Favônio), Euro (ou Vulturno) e Noto (ou Austro).


Bóreas - Vento do Norte : Frio e rigoroso;


Zéfiro - Vento do Oeste : Impetuoso e funesto, provocando tempestades;


Euro - Vento do sudoeste;


Noto - Vento do sul.

Mitologia grega (2º Parte)


Íris

Íris, cujo nome provém das línguas indo-européias, foi filha de Taumas e de Electra, a oceânida. Por muitas vezes, aparece como a esposa do vento Zéfiro e mãe de Eros. Tanto ela quanto Hermes portavam a função de arautos dos deuses aos homens. Íris, no entanto, possui a conexão direta e clara aos mortais, enquanto Hermes serve aos selecionados e protegidos especialmente pelos deuses. Íris é a ponte, o traço-de-união entre o Céu e a Terra, entre os deuses e os homens. A iconografia a retrata com suas ligeiras asas, formando, em seu vôo, um rastro colorido, o caminho do arco-íris.Em todas as culturas, o arco-íris é o símbolo do caminho e da mediação entre este mundo e o outro, de que deuses e heróis utilizam-se no seu constante vaivém com o céu e a terra. Biblicamente, traduz a aliança entre Deus e o homem, como mostra o livro de Gênesis.

Mitologia grega (1º Parte)


Afrodite

Afrodite era a deusa do amor e da beleza. Portanto, há mais histórias sobre ela do que qualquer outro deus ou mortal. Sendo o que é, participa das mais diversas aventuras. Seu poder é tamanho que qualquer um que pronuncie seu nome – e nada mais que isso – torna-se vítima de seu encantamento: Tem a impressão de que vê seus ombros pálidos e sente o perfume de seus cabelos dourados.
Mas todos os relatos dão conta de que ela é a deusa do desejo e, ao contrario dos outros olímpicos, jamais abandona suas obrigações. Seu trabalho é o seu prazer; sua profissão é sua diversão. Não pensa em nada em ser no amor, e ninguém espera dela outra coisa.
Afrodite é fruto do assassinato primário. Quando Cronos matou seu pai, Urano, com a foice de sua mãe havia lhe dado, ele jogou ao mar o corpo desmembrado, e o sangue desse corpo se transformou em espuma. Dessa espuma surgiu uma belíssima ninfa, nua e banhada pelas águas do mar. As ondas cuidaram dela, e os cavalos brancos de poseidon a levaram para ilha de Citera. Por onde ela andava, a areia se transformava em relva, e flores brotavam no chão. Mais tarde, foi mandada para a ilha de Chipre. As encostas das montanhas ficavam cobertas de flores, e pássaros de toda espécie coloriram os céus.
Era esposa de Hefesto, o deus da metalurgia, mas Afrodite não era nada fiel a ele.

Epílogo


Epílogo


Estavam todos na casa do campo. Nada como uma boa noite de sono para amenizar os terríveis acontecimentos do dia, isso se era possível dormir.
Acontecera tanta coisa em um único dia...

A noite se passou, um novo dia estava preste a nascer, e Saori já estava acordada na varanda para vê-lo. Uma bela aurora anunciava o novo dia, era um brilho mágico. Em seguida o sol surgia lentamente...
- Saori...
Saori teve um acesso repentino de susto, mas logo se conteve.
- Seiya... Acordado tão cedo!?
- Pra falar a verdade, nem dormi direito, não consegui... E você?
Apesar de tudo, ela sorriu.
- Seiya, coisas terríveis estão por vir, sabe disso...
- É, sei... – Seiya caminhou lentamente para perto dela. – Mas queria que soubesse de uma coisa...
Saori não compreendeu de cara, o que Seiya estava querendo dizer.
Ele respirou fundo e disse:
- Apesar de tudo que está predestinado a acontecer, não devemos nos afligir. Por mais duro e complicado que seja o desafio, não podemos ficar parados, amedrontados reféns do próprio medo. Devemos enfrentar com bastante garra o nosso destino, afinal, podemos temê-lo, mas não fugir dele. Lembro que uma vez você me disse, que todo ser humano deve viver de acordo com as estrelas que nascem. Uns nascem sobre estrelas de sorte, outros sobre estrelas de azar... A única coisa que devemos fazer, é seguir o destino de nossas estrelas, sejam elas quais forem.
Saori sorriu mais uma vez.
- Você sabe mesmo como animar alguém Seiya.
- Não! Só estou dizendo o que penso e o que é certo.


Passou algumas horas, e agora estavam quase todos reunidos na varanda. Ikki não estava presente.
- Shun, poderia chamar o Ikki um instante? – pediu Saori ao cavaleiro de Andrômeda.
Shun hesitou por um instante, mas logo disse:
- Eu sinto muito Saori, mas o Ikki já partiu.
- Como?
Todos também se assustaram.
- Ikki estava com o humor péssimo. – falou Shun muito triste.
- Ele te disse alguma coisa?
- Eu perguntei, mas ele não quis me contar. Só me disse que não se achava mais digno de ser um cavaleiro de Atena.
- Mas, o que afinal está acontecendo? – perguntou Seiya intrigado.
- Ikki não teve culpa, ele foi mais uma vitima do poder maligno da armadura da ilusão...
- Já que tocou no assunto Saori, o que realmente aconteceu com o Ikki, todos nós aqui sabemos que ele jamais nos trairia. – falou Hyoga muito serio.
- Já tinha ouvido falar no poder maligno dessa armadura, mas só nos jardins suspensos, eu confirmei todas as minhas suspeitas.
Todos na varanda agora, pareciam bastante interessados no assunto.
- A armadura da ilusão pertencia a Thorn, o guerreiro mais fiel a Afrodite. Como todos, Thorn tinha um grande desejo, mas esse desejo, se parecia mais com uma ambição. Thorn queria ser um deus, algo impossível, pois os deuses já nascem deuses, e humano algum poderia quebrar esse fato. Devido aos inúmeros feitos de Thorn, Afrodite resolveu tornar esse desejo realidade, mas antes, ele devia cumprir uma árdua tarefa para provar se ele era digno ou não para possuir esse imenso poder.
A cada palavra dita por Saori, os rapazes ficavam mais ansiosos para saber onde essa história iria chegar.
Ela prosseguiu:
- Para essa tarefa, Afrodite entregou-lhe uma nova armadura, a armadura de espinhos, feita com espinhos sagrados de rosas negras. Rosas raras de seu jardim...
- E essa tarefa era eliminar todos nós... – falou Seiya com bastante certeza.
- Isso mesmo, Thorn deveria derrotá-los, e trazer a sua armadura manchada com o sangue de vocês, como provar do ato. Segundo Afrodite, esse era o castigo mínimo para quem cometeu atos terríveis e imperdoáveis.
- E onde é que o Ikki entra nessa história? – perguntou Shun aturdido.
- Bem, segundo a lenda, ninguém pode abandonar a armadura da ilusão assim. Antes de abandoná-la, o antigo dono deve indicar um novo hospedeiro. Mesmo que a pessoa lute pelo lado da justiça, a armadura domina a mente do usuário, transformando-o em maligno, essa é a sua principal função, iludir...
- Então, o Thorn, escolheu o Ikki?! Mas por quê?
- Não tenho muita certeza, mas pensem comigo e vejam se não faz sentido. Para ter o desejo realizado, Thorn tinha a árdua missão de acabar com vocês cinco. Ele sabia muito bem, que não seria nada fácil, afinal, vocês já derrotaram deuses. Para muitos Ikki é visto como o cavaleiro de bronze mais forte, mas na verdade o que deixa Ikki tão forte é a sua capacidade de regeneração, por possuir a armadura de fênix, a ave imortal...
- Então foi isso... – Seiya pareceu compreender antes do fim da história.
Saori também percebeu que Seiya também havia entendido.
- É possível que Thorn achava Ikki o mais ameaçador de nós, e como apareceu essa oportunidade caída do céu de tirá-lo de caminho...
- Tudo isso para facilitar a sua tarefa, além do mais, ganharia um aliado. – completou Shiryu.
- Exatamente! – finalizou Saori.
- Eu não consigo acreditar nisso... – Shun ficou boquiaberto.
- Só uma coisa – Shiryu parecia intrigado. – Então, pra quem o Ikki enviou a armadura, afinal, ele também foi seu hospedeiro e também a abandonou.
- Isso ainda é um mistério. – falou Saori.
“Agora eu entendi...” – pensou Hyoga.

O sol estava se pondo de novo, finalmente revelando o fim de tarde daquele longo dia. Saori estava mais uma vez na varanda, só que dessa vez sozinha. Pensativa mais uma vez. Os garotos estavam caminhando pelo campo, apreciando o belo cenário e aliviando a cabeça, afinal foram acontecimentos pesadíssimos, e isso era o melhor a se fazer.
De repente, um pensamento indevido voltou a atormentá-la. Foi à misteriosa visita que recebeu no santuário da Grécia nos últimos dias, e lhe revelou o motivo da sua angustia atual.
Ela mergulhou claramente naquela lembrança.

- Você?
- Feliz em me ver Atena?
- O que faz aqui Hermes?
- Que maneira ingrata de receber um companheiro. Creio que nesta era, nós nunca nos encontramos antes, então por que não me recebe com honra?
- Não vejo honra alguma em sua visita.
- Estou apenas cumprindo ordens Atena, nada mais...
- Ordens?
Apesar da pergunta, Saori sabia mais do que ninguém a principal função de Hermes, o deus da velocidade. Ele era o mensageiro dos deuses, e precisamente, viera trazer algum recado divino. Hermes estava trajando uma armadura dourada, e possuía asas na cabeça e nos pés, isso para facilitar o seu trabalho de mensageiro. Segurava um cajado dourado com três asas, e havia um tipo de fita branco-azulado em suas costas, que também ajudava no seu trabalho, deixando-o mais leve do que o vento.
- Sim, o senhor supremo quer que você saiba, que a partir de hoje, você não domina mais a terra.
- O que?
- Isso mesmo, ele acha que não é mais digna de tal ato.
- Sempre cumpri muito bem a minha obrigação...
- Você se sujou com os humanos. Jamais humanos e deuses se ligam em elos tão fortes.
- Então, Ártemis, ganhou mesmo a posse do santuário e da terra?
- Ártemis? Não ela não. Ela não se interessou. Acha que é muito pouco pra ela. Afrodite que é a nova governanta.
- Afrodite? Então finalmente os doze deuses despertaram.
- Todos não, mas esse dia está próximo... Em todo caso eu já dei o meu recado, tenho que ir agora.
Ele se virou para partir novamente.
- Espere! Onde Afrodite se encontra?
- O que está pensando?
- Tenho contas a acertar com ela. Preciso vê-la imediatamente.
- Não sei se devo...
- É apenas uma visita. Pelo menos avise a ela que quero vê-la.
- Quem está pensando que é?
- Hermes que você queira ou não, você é o mensageiro divino, e tem a obrigação de transportar mensagens, seja de qual for o deus...
Hermes calou-se.
- Tudo bem, venha comigo.

Aquele pensamento não saia da sua cabeça. Fora assim que tudo começou...

No fim do dia, o sol já havia desaparecido; a noite chegou lentamente e uma garoa caia sobre o campo. A brisa leve que soprava, dava uma sensação de bem-estar e aconchego.
Todos já estavam descansando novamente, exceto Seiya, que foi ao encontro de Saori que estava mais uma vez na varanda, pensativa com um a triste.
- Apreciando a chuva?
Ela retribuiu o afeto com um sorriso.
- Enquanto posso, tenho que apreciar as coisas belas da vida...
- Não gosto quando fala assim? Parece tão pessimista...
- Desculpe, mas...
Seiya já estava ao seu lado novamente.
- Saori, acho que devo complementar aquilo que eu disse hoje de manhã...
Saori baixou a cabeça.
- Somos a justiça, o bem! A verdadeira vitória está do lado daqueles que têm o coração puro, não dos ambiciosos e arrogantes, sejam eles quem for... E mesmo que não esteja, eu não desistirei nunca, provarei que quando quero uma coisa, eu consigo. Consegue entender? Devemos acreditar em nós mesmo, lutar por nós mesmo, e mesmo que o nosso destino esteja traçado de outra forma, nós conseguiremos muda-lo, pois o que decide o nosso futuro são as nossas escolhas... Não vou negar que estou com medo, é normal, mas como já disse, devemos acreditar em nós mesmo. Se não fizermos isso, quem irá fazer?
As últimas palavras de Seiya, eram exatamente o que Saori estava precisando ouvir.
- Estou sem palavras...
- É isso, tudo que tenho a dizer...
Saori suspirou, só que desta vez parecia aliviada. Levantou a cabeça determinada e disse:
- Tem razão! Quando esse dia chegar, mostraremos que é preciso muito mais do que ser divino para vencer...

A noite caiu completamente e a garoa se transformou numa pesada chuva. As nuvens negras no céu, anunciavam que aquela seria mais uma longa noite...


“Acreditar que uma coisa pode ser feita é essencial”

Aldo Novak

terça-feira, 24 de abril de 2007

Capítulo 20


Capítulo 20

Além da beleza


O Jardim sagrado onde Seiya se dirigia, era repleto de grandiosidade. Seu imenso tamanho, era mais uma perfeição superada naquele lugar. Havia flores coloridas e perfumadas por toda parte, mas o seu maior destaque, eram as inúmeras rosas vermelhas. As flores possuíam um brilho jamais visto em nenhum outro jardim. Era possível também apreciar um belo céu de anil, que o clareava deixando-o divino.
Seiya entrou no jardim correndo, não teve tempo nem de apreciá-lo. Parando um pouco para observar, Seiya não precisou de muito esforço para encontrar a deusa. Saori se encontrava caída a alguns passos da entrada. Seiya correu para perto da deusa. Ele se ajoelhou rapidamente e a apóia nos braços.
Ela estava fria e pálida, mas havia uma feição de sorriso no seu rosto.
- Saori... Atena... – os olhos de Seiya estavam cheios de lágrimas. – Por favor acorde... Saori nada respondeu, continuou apagada nos braços feridos do cavaleiro.
- Por favor Saori... Estamos quase vencendo essa luta... Por favor...
- Não adianta Pegaso...
Seiya ouviu a voz da bela mulher atrás dele se aproximar.
Virando o rosto, Seiya a encarou furioso:
- O que você fez com ela?
Ela sorriu levemente.
- Devia me agradecer! Veja o sorriso no rosto dela. Atena morreu feliz, eu a poupei da dor e do sofrimento, dando- lhe uma morte tranqüila.
- Atena não pode está morta... – Seiya recusava a acreditar.
- Não? Então poderia me explicar, em que estado ela se encontra?
Ela parecia feliz ao ver o estado de choque do cavaleiro.
- Você não tinha o direito de fazer isso...
- Não faça drama Pégaso! – começou ela ficando furiosa. - Eu sou uma deusa, tenho o direito de fazer o que bem quiser, agora pelo contrario de vocês cavaleiros de Atena...
- Lutamos pela justiça! – precipitou-se Seiya a dizer.
- Que justiça? A verdadeira justiça está do nosso lado.
- Está enganada...
- Pégaso, não adianta, não vou permitir que um mero mortal questione as minhas decisões...
- Está querendo lutar comigo? – perguntou Seiya aborrecido.
Ela o encarou sorridente.
- Não se chama de luta, a humilhação que você sofrerá em minhas mãos. Um humano qualquer jamais se compara a um deus...
- Vou te mostrar que está enganada.
- Não diga bobagens! Está confiante só por que sua armadura assumiu essa forma ridícula.
Seiya fixou seu olhar mais uma vez em Saori que continuava desacordada em seus braços.
- Não vai querer saber, quem sou eu antes?
Seiya hesitou, mas respondeu com sarcasmo:
- Eu já sei quem você é.
Ela fez cara de admirada.
- Mesmo?
- Claro! Você não passa de mais uma deusa ridícula, que acha que pode tudo, só por possuir inúmera grandeza de poder. Do que adianta o privilégio de ser um deus, se esse alguém só possui maldade na alma... – desabafou Seiya sem pensar.
- Não Pégaso, eu sou diferente dos outros deuses que você já enfrentou. Na verdade aqueles que se diziam deuses, não passavam de semi-deuses. Os semi-deuses, são guerreiros com grande poder divino, mas nunca comparado ao poder de um deus verdadeiro. Eu sou uma deusa, faço parte da hierarquia dos doze deuses olímpicos. Sou Afrodite, deusa da beleza e do amor.
- Você faz parte das doze divindades principais? – Seiya ficou boquiaberto.
- Exatamente! Portanto exijo mais respeito quando se dirigir a mim.
Seiya ficou pasmo, não sabia o que dizer.
- Ainda acha que não tenho direito de fazer o que eu bem entendo?
Apesar de tudo, Seiya manteve a sua palavra, e sem hesitar respondeu:
- Acho!
- O que? – Afrodite pareceu não ouvir direito.
- Não sei o modo que você usou para se livrar de Atena, mas que foi um modo injusto foi. Atena também é uma deusa. Ela não seria derrotada tão facilmente assim...
- Do que reclama? Já falei que Atena teve uma morte tranqüila... – ela fez cara de magoada. – Pégaso, se você se comportasse direito, também te daria o mesmo fim que teve Atena, mas vejo que não é digno de uma morte igual à dela... Terá que sofrer bastante...
- Saori... Por favor... – Seiya não desistiu de tentar desperta-la.
- Não adianta Pegaso, eu envenenei o meu jardim, e aprisionei Atena nele. Ela respirou o profundo veneno de minhas flores por um longo tempo, sem contar que ela perdeu grande parte do seu sangue. Veja os ferimentos...
Era verdade, Saori estava ferida em um dos braços e no pescoço com alguns cortes profundos.
Ela prosseguiu:
- Thorn retirou grande parte do sangue dela com seus espinhos sagrados...
- Não... Aquele cretino...
- Sangue esse, que banhou a armadura dele, tornando-a divina.
Afrodite não conseguia esconder a enorme alegria que estava sentindo naquele momento.
Seiya apesar de angustiado, deu um leve sorriso.
- Engraçado! Como alguém como você, se diz digna de ser a deusa da beleza... Você é negra por dentro, não tem nada de belo dentro de você...
- Sinto muito se não consegue enxergar a minha beleza...
- Não falo da beleza exterior, mas sim da interior... Essa é a beleza que realmente importa...
- Não preciso disso Pégaso...
- A beleza é superficial Afrodite!
- Não para mim, uma deusa...
- Você é um monstro! Nunca encontrei alguém como você antes, sua beleza é uma farsa. Sua beleza não passa de uma carcaça que esconde quem você realmente é.
- Pare de dizer bobagens Pégaso! – protestou Afrodite furiosa. – Não vou permitir que me insulte mais...
As lagrimas agora desciam como uma cachoeira dos olhos de Seiya.
- Afrodite, você me tirou um bem muito precioso...
Afrodite se conteve de atacá-lo.
- Será uma honra fazer você se unir a ela. Pense pelo lado bom...
Seiya a interrompeu.
- Lutarei com você... Mas antes...
Seiya olhou profundamente para o rosto de Saori.
- Atena... Eu sinto muito... – algumas lágrimas de profunda tristeza caíram no rosto dela. – Eu sinto muito mesmo...
Dizendo isso, ele não se conteve e a beijou docemente. O impulso foi maior do que ele. Em seguida ele retirou a sua face do rosto de Atena com rapidez.
- O que? – Afrodite fez uma cara estranha.
Não demorou muito, Saori abriu os olhos.
- Seiya... – falou ela bem baixo.
Seiya não conseguia acreditar no milagre que acabara de acontecer. Enxugando os olhos com uma das mãos ele retribuiu sorrindo:
- Saori... Você está bem...?
Saori tentou se levantar.
- Calma Saori...Você... – o cavaleiro ajudou a deusa a ficar de pé.
- Eu estou bem, Seiya. – disse ela sorrindo.
Finalmente de pé, Seiya conseguiu sentir o cosmo de Saori brilhar de novo. Todos estavam agora frente a frente.
- Não, não pode ser... – Afrodite estava perplexa.
- O que houve Afrodite? Sinto muito, mas você não conseguiu... – disse Saori com um leve sorriso.
- Atena, como pode...?
- Sou eu quem te pergunto isso...
- Eu estava quase conseguindo... Meus planos vieram por água abaixo... MALDIÇÃO!
- Saori, eu... – Seiya tentou falar com a deusa.
- Deixe tudo agora comigo Seiya. – disse ela brandamente, ainda encarando Afrodite. – Vocês já fizeram demais por mim...
Seiya se calou.
O cosmo de Atena queimava agora como o de um deus pronto para atacar.
- O que vai fazer Atena?
- Não é obvio?
- Não está pensando...
- Só uma coisa, por que você está interferindo no meu caminho? – perguntou Saori seria. - Somos deusas, devíamos resolver os fatos de maneira justa...
- Atena você corrompeu a terra completamente. Todos os outros deuses não estão satisfeitos com a forma que você a domina.
- Isso é impossível! Eu faço tudo o que está em meu alcance pela terra...
- Você está guiando esses sanguinários guerreiros. Um crime imperdoável!
- Meus cavaleiros também lutam pela justiça, será que não consegue entender isso?
- Não! Você deveria ter morrido com o veneno das minhas rosas, mas vejo que terei que usar uma forma bem mais cruel... O sofrimento será pouco para pagar os seus pecados.
- Afrodite, estamos em pé de igualdade agora. Se tentar me atacar, com certeza não saíra impune...
- Pagarei para ver isso Atena.
- Por favor Seiya, saia daqui e não interfira, essa é uma luta entre deuses...
- Mas Saori...
- Você me ouviu Seiya! – falou ela em um tom duro.
Seiya não concordava, mas era uma ordem de Atena.
- Estou esperando Afrodite...
- Vai se arrepender Atena...
- PAREM!
Uma voz ecoou pelo imenso jardim. Era uma voz um tanto áspera, e era o tipo de voz que ninguém ousaria contrariar.
De repente o céu escureceu, formando varias nuvens de tempestade.
- O que está acontecendo...? – Seiya se assustou.
- Não pode ser... – Saori falou bem baixo.
Afrodite também olhou para o céu que agora se encontrava negro como a noite. Uma nevoa de mesma cor comprimia totalmente o local. Um ser misterioso desceu lentamente dele. Ele parou no ar. As inúmeras nuvens negras o escondiam, e era possível apenas ver o seu vulto prateado. Mas havia uma coisa que todos identificaram. Em uma das mãos, ele segurava algo parecido com um báculo em forma de raio. Ele estava acompanhado por outras duas figuras, uma de um lado e outra do outro.
Seiya conseguiu identificar os dois na hora.
- Ártemis e Apolo...?
Os irmãos gêmeos Ártemis e Apolo também estavam parados no ar, precisamente acompanhado o supremo deus do centro. Seiya já havia lutado contra eles antes, mas por estranho que parecesse, ele não conseguia se lembrar da conclusão da luta. Mas agora uma coisa ele tinha certeza, ele não havia vencido. Ártemis estava com o corpo completamente oculto pela nevoa, apenas a sua face era vista perfeitamente. Apolo pelo contrario, era possível ver que ele estava trajando uma armadura reluzente.
- Pelo que vejo, continua a erguer suas mãos imundas contra os deuses. – falou Apolo furioso.
- E você Atena, o que tem a nos dizer? – perguntou Ártemis seria.
Saori ficou pasma.
(- Não pode ser, então finalmente chegou o momento...) - pensou ela angustiada.
- Afrodite, abandone esse lugar agora e venha conosco. – falou o grande deus do centro.
- Claro! – ela não hesitou, concentrou-se imediatamente, e uma esfera de luz a levou para junto dos outros deuses.
Seiya e Atena continuaram a olhar para cima
- Atena, por que está fazendo isso...? – perguntou o grande deus num tom triste.
- Você tem que me escutar...
- Mais respeito com o mestre Atena... – vociferou Ártemis.
- Ele veio aqui, por que tem algo muito importante para falar – complementou Apolo.
- Escute Atena – começou o grandioso deus. - Falta pouco tempo para a reunião dos doze deuses novamente, muito pouco... – ele fez uma pequena pausa. - Quando esse dia chegar, a terra será completamente apagada da face terrestre e construiremos um novo mundo. Um mundo novo, onde não haverá essas terríveis desordens atuais.
- Você não pode fazer isso...
- Se você se unir a nós a tempo, também será salva. Estou te dando mais essa chance. Portanto, pense bem, eu ainda posso te perdoar...
Eles foram desaparecendo nas nuvens novamente.
- Espere! Precisa me escutar...
- Não se esqueça, falta muito pouco para o grande retorno, você não tem muito tempo, por isso decida rápido...
Dizendo isso eles desapareceram completamente.
O céu se clareou novamente e foi ganhando aos poucos o seu esplendor.
- Oh não...! – Atena caiu de joelhos no jardim.
- Saori... Aquele era...
- Sim Seiya, o que eu mais temia finalmente está se aproximando...
- Está com medo Atena?
Ela não respondeu, apenas se levantou novamente e deu as costas ao cavaleiro.
- Vamos embora daqui! Onde estão os outros?
- Dentro do templo...
Caminhando lentamente, eles deixaram o jardim...

(-Venha o que vier, eu nunca vou desistir, vou sempre lutar com os meus sagrados cavaleiros até o fim, eu juro!) Era a única coisa que Saori tinha em mente.

Capítulo 19


Capítulo 19

O desafio final (2° Parte)


O sorriso ordinário de Thorn, estava estampado claramente em sua face. Era possível notar a profunda confiança que o cavaleiro de espinhos tinha em si mesmo.
Ele olhou para Hyoga mais uma vez e disse:
- Sorte sua loirinho... – E se dirigiu em direção aos demais cavaleiros.
Ouviu-se um barulho repentino. A porta por onde eles entraram desapareceu.
- Não sairão mais daqui... – disse Thorn sorridente. – Matarei vocês e em seguida...
- MORRA SEU MALDITO! – precipitou-se Seiya. - METEOROS DE PÉGASO!
Os meteoros de Seiya atingiram o corpo de Thorn, que nem se defendeu, mas nada aconteceu com ele. Os meteoros batiam no seu corpo e se dissolviam. Thorn sorriu como se aquilo não passasse de uma agradável massagem.
- Já terminou? – perguntou.
- O que? – percebendo a inutilidade do seu ataque, Seiya recolheu o golpe.
- Posso começar agora? – perguntou Thorn abafando um sorriso irônico.
Shiryu e Shun tomaram a frente.
- Eu faço questão de eliminar o Pégaso primeiro, afinal, ele foi o primeiro de vocês que eu enfrentei...
- Estamos unidos, não deixaremos que nada aconteça um com o outro... – disse Shiryu.
- Admiro a amizade de vocês, mas ela não vai adiantar muito agora... – Thorn levantou seu punho que exibia um brilho negro. – Se fazem tanta questão de morrerem juntos... Então que morram:
- SOCO TURBINADO DE ESPINHOS!
Uma forte rajada de espinhos em forma de luz saiu em disparada do seu imenso punho.
Hyoga nada pode fazer...
- NÃO! – gritou ele.
Mas parece que todos estavam perfeitamente bem. Shun os protegera com a defesa circular da sua corrente divina.
- Malditos...
- Vamos Ikki acorde... – Hyoga tentou despertar o amigo que estava desacordado no chão sangrando muito.
- Thorn, a minha corrente tem a defesa mais poderosa do mundo. Portanto, não adianta, você não vai conseguir rompe-la.
- É muito corajoso de sua parte dizer isso pra mim garoto...
- Você se acha ameaçador Thorn? Mais isso não basta... – Shun falou seriamente. – A nossa união supera tudo, e vamos te mostrar isso agora.
Thorn pareceu não entender.
- Preparados cavaleiros!
- Sim! – disseram eles em uníssono.
Seiya e Shiryu elevaram os seus cosmos para atacarem em igualdade.
- Não esquece de nós Shun! – Hyoga e Ikki também faziam postura de luta. Ikki parecia realmente abatido, mais nada que as cinzas renovadoras da lendária fênix não resolvessem.
Thorn agora se via encurralado. Ele conseguia sentir os cosmos dos cavaleiros bem elevados. Três de um lado, dois do outro e ele no meio...
- É o seu fim cavaleiro! – anunciou Seiya.
- METEOROS DE PÉGASO!
- CÓLERA DO DRAGÃO!
- CORRENTE NEBULOSA!
- PÓ DE DIAMANTE!
- AVE FÊNIX!
Atacaram todos em união.
Thorn ficou perplexo, não havia tempo nem de pensar...
Uma grande explosão teve origem. Os cinco golpes fundidos haviam cercado Thorn, e o atingiu drasticamente.
Uma fumaça enevoada teve origem no local do impacto dos cinco ataques.
- Conseguimos...? – perguntou Shun animado.
A fumaça foi desaparecendo lentamente.
- Não sejam ridículos! – falou Thorn que estava no meio parado. Não estava intacto como antes, tinha alguns ferimentos nas partes desprotegidas, mas a sua armadura estava inteira e ele demonstrava um ar de superioridade e fúria.
- Impossível...? – Todos ficaram boquiabertos.
- Vocês... Criaturas abomináveis, asquerosas... – Thorn parecia furioso – VÃO ME PAGAR POR ISSO!
Ele explodiu seu cosmo repentinamente. Os cavaleiros foram todos arremessados com a pressão, ambos os lados.Vários dos altos pilares vieram a baixo e as paredes obtiveram profundas rachaduras.
- É muita ingenuidade de vocês acharem que podem me derrotar com tão pouca coisa...
- Ele é muito forte... – resmungou Seiya caído que logo em seguida apagou.
Todos os outros também foram profundamente feridos e também estavam inconscientes.
- Muito bem Thorn, demonstrando toda a sua força... – falou animada a voz da mulher por trás das cortinas.
A sala estava toda destruída, e todos os cavaleiros “derrotados”.
- Majestade, espero que tenha ficado satisfeita. Desculpe-me por ter causado todo esse distúrbio, mais eu cumpri o que prometi... – Thorn se aproximou do trono coberto pela longa cortina vermelha e se ajoelhou.
- Tudo bem Thorn, posso cuidar disso num instante...
Finalmente a misteriosa figura estava preste a se revelar. A cortina foi partida ao meio por uma força invisível e de dentro saiu uma bela mulher. A perfeição estava estampada na sua beleza. Não se encontrava palavras para definir toda a sua graça. Ela possuía longos cabelos loiros e estava usando uma armadura rosa bem clara. Retoques dourados preenchiam a armadura, deixando-a superior as demais na beleza. Tinha também duas longas asas amarelas cor do sol e segurava um pequeno espelho pra lá de misterioso...
- Majestade... – Thorn se impressionou. – É você mesma?
Na verdade, Thorn nunca tinha visto o rosto dela antes.
Ela sorriu.
- Com todo respeito: vossa majestade é encantadora...
- Obrigada Thorn, fico muito grata.
Thorn parecia hipnotizado na sua frente.
- Agora o toque final...
Ela fechou seus belos olhos verdes, (que pareciam duas valiosas esmeraldas) e respirou profundamente. Uma brisa de pétalas se formou e invadiu o templo. Tudo parecia voltar à perfeição. Os pilares se reformaram e as fissuras nas paredes e as crateras no chão desapareceram.
- Majestade... – Thorn não encontrou palavras para se expressar. – Isso foi incrível...
Ela abriu os olhos.
- Nada como a beleza acima de tudo...
Ela foi interrompida por Seiya que esforçadamente ficou de pé.
- Pégaso...? – ela assustou-se.
- Como ela é bonita... – Seiya também ficou impressionado.
Ela sorriu mais uma vez.
- Quem é você? – perguntou Seiya.
- Isso não é da sua conta Pégaso... – Thorn tomou à frente furioso. – Como ainda resiste?
- Acabarei logo com você, Thorn... – disse Seiya.
- Quanta arrogância... Morra seu cretino!
- CORRENTE DE ESPINHOS!
A mesma corrente de espinhos que atingira Ikki, avançou na direção de Seiya.
- METEOROS DE PÉGASO!
- Não seja ridículo!

A corrente de espinhos resistiu aos meteoros e cercou Seiya, como uma aranha que estava com uma presa próxima a devorá-la. Ela enroscou nele com bastante vingança. Seiya gritou profundamente resistindo, mas a dor o superava.
- Não adianta resistir, só vai prolongar o seu sofrimento...
- Nunca que eu vou ser derrotado por essa arma ridícula!
Seiya explodiu o cosmo. A corrente de espinhos foi despedaçada.
- Não! – Thorn soltou uma exclamação aguda.
De volta no chão, Seiya encarou Thorn com certo orgulho na face.
- Eu sou um cavaleiro de Atena, não vai me vencer...
Seiya queimou o seu cosmo intensamente.
- Do que adianta, está lutando por um causa perdida...
- O que está dizendo? – perguntou Seiya furioso.
- Eu disse que Atena não poderá mais ser salva, pois ela já está morta...
- Não... Não... NÃO! – gritou Seiya. – Isso é impossível...
- Me responda só uma coisa, consegue sentir o cosmo dela? – Thorn parecia bastante feliz com isso.
(É verdade... A cosmo energia de Saori desapareceu...) – pensou Seiya angustiado.
Vendo a cara de Seiya de derrotado, Thorn tentou finalizar:
- Morra Pegaso, vá se juntar com Atena no mundo dos mortos... – ele usou os dois punhos que brilhavam intensamente para atacar.
- NUNCA! Nunca me darei por vencido! – Seiya explodiu de raiva.
Imediatamente, uma forte cosmo energia transbordou de seu corpo. Um brilho intenso...
- O que está acontecendo...? – Thorn percebeu a reação estranha no corpo de Seiya.
- Sinto um novo poder invadir o meu corpo...
Mais um milagre aconteceu. Seiya estava agora trajando a lendária armadura divina de Pégaso.
- Incrível... – murmurou uma voz feminina.
- Prepare-se para morrer Thorn...
- Não seja ridículo...
Thorn avançou furiosamente para atacá-lo.
- Não se aproxime!
Thorn nem deu ouvidos a ele.
É agora!
- METEOROS DE PÉGASO!
Uma forte rajada de meteoros partiu em disparada. A armadura de Thorn foi destruída em inúmeros pedaços. Seu rosto agora sangrava sem parar, mesmo assim ele ainda se manteve de pé. Seus longos cabelos negros brilhavam intensamente.
- Posso acabar com você a qualquer momento...
- LUTAREI ATÉ A MORTE PEGASO!
Thorn avançou contra Seiya mais uma vez, que desta vez não mediu esforços e disparou pela primeira vez um ataque inédito.
- EXPLOSÃO DE PEGASO!
Uma bomba de energia na velocidade da luz cortou o vento.
- NÃOOOOOOOOOOOOOO!
- THORN... – gritou apavorada a mulher atrás dele.
Por fim Thorn caiu derrotado no campo de batalha.
- Não pode ser... – a mulher parecia não acreditar ao ver o corpo de Thorn morto no chão.
- Saori...
- Maldito Pégaso... – a mulher mirou seu olhar para Seiya.
- Rápido, me diga onde está a Saori...!
- Thorn não mentiu, Atena a está hora deve está morta.
- Não...
- Não acredita? – ela se esforçou para sorrir. – Deixarei então que possa comprovar isso com seus próprios olhos antes de morrer...
Seiya sentiu uma profunda dor no fundo do seu peito.
- Muito bem Pegaso, Veja!
Ela apontou uma das mãos para o seu trono que rapidamente mudou de forma e transformou-se numa porta.
- Depois daquela porta, você encontra o meu glorioso jardim. Naturalmente não gosto que seres incapazes entrem nele, mas deixarei você, pois pra mim será mais que uma honra vê-lo ver Atena morta...
Seiya correu rapidamente
- Saori...
- Morra Pégaso...
Thorn se levantou rapidamente do chão como um morto vivo sedento por vingança. Sua cara toda ensangüentada e os olhos cheios de fúria.
- Morra você seu maldito! – Ikki levantou-se repentinamente. - AVE FÊNIX!
Thorn foi completamente destroçado, e como um trapo de uma boneca de pano foi caindo com leveza no chão.
- Eu disse que acabaria com você com minhas próprias mãos... – dizendo isso Ikki caiu logo em seguida também.
- Que coisa mais horrível, um cavaleiro de Atena movido pelo ódio... – disse a mulher com desdém.
Seiya não deu atenção a nada, e continuou seu percurso em direção ao jardim sagrado.

Capítulo 18


Capítulo 18

O desafio final (1°parte)


Fim de mistério. Os dois vultos se materializaram e revelaram seus verdadeiros donos. Eram Hyoga e Ikki que adentraram repentinamente no salão.
- Meu irmão...? – Shun não escondeu a alegria ao rever o irmão.
- Olá, irmãozinho! Pelo que vejo você está cumprindo a promessa de lutar como um verdadeiro homem. – disse Ikki.
- Hyoga, você está bem? – perguntou Shun.
- Não se preocupe, estou ótimo! – respondeu Hyoga sorrindo.
- Como é que vocês chegaram aqui...? – Íris estava incrédula. – Impossível!
- Se fosse impossível não estaríamos aqui... – falou Ikki irônico.
- Sua armadura... – Íris não sabia o que dizer. – Ela está intacta. Mas como? Eu mesma a destruí. Eu a destrocei completamente.
- Querida Íris, após eu me livrar daquela pavorosa armadura da ilusão, a armadura de fênix surgiu novamente no meu corpo. Isso por que ela é imortal, assim como a lendária ave fênix: renasce das cinzas.
Ninguém falou nada por um longo momento. Todos se encararam friamente.
O silêncio foi quebrado por Ikki:
- Onde está aquele imbecil do Thorn?
- Isso não é da sua conta! – respondeu Íris friamente.
- Eu acabarei com aquele idiota. Ele vai me pagar por tudo...
- O que aconteceu com a armadura da ilusão? – perguntou Íris perplexa.
- Não me pergunte sobre aquela coisa desprezível... Saía logo da minha frente. Não é com você que eu tenho contas a acertar.
- Está maluco? Se quiser passar, terá que me derrotar!
- Não me obrigue a lutar com você...
- Somos três a um Íris, vai encarar? – falou Shun ironicamente.
Hyoga sorriu concordando.
- Pois então que venham! Não tenho medo de vocês!
Íris atacou rapidamente:
- SUSPENSÃO CELESTE!
- GOLPE FANTASMA DE FÊNIX! – Ikki revidou rápido.
O ataque de Íris foi anulado, enquanto o de Ikki afetou-a completamente.
Atordoada com o espírito diabólico, Íris tem um terrível pesadelo.
Ela estava sentada em um campo muito florido e perfumado. O vento fresco batia nos seus longos cabelos rosados e os faziam flutuar. De repente alguém se aproxima dela. Íris só viu seu vulto negro e seus olhos vermelhos e diabólicos.
-Você já me foi útil o bastante... – falou a figura misteriosa com sua voz fria. – Mas agora não preciso mais de você... Morra!
Fortes rajadas de fogo foram disparadas no jardim por esse ser. Um incêndio terrível se originou. Íris gritava profundamente no meio dele... Aos poucos ela ia sendo carbonizada...
Íris acordou gritando apavorada com as mãos na cabeça.
- O que foi isso? – perguntou ela atordoada.
Ikki sorriu.
- Isso foi a minha ilusão diabólica. Ela mexe com o sistema nervoso da vitima até destroçá-lo.
- Isso é o melhor que pode fazer? – caçoou ela, mesmo sem estar em condições.
- Íris, você não tem chances, portanto pare de resistir, nos deixe logo passar. – falou Hyoga muito serio.
- NUNCA!
- Entendi, então terei que te eliminar sem piedade... – Ikki falou friamente.
- Ikki...? – deixou escapar Shun ao ouvir as palavras duras do irmão.
- Shun, essa mulher é maligna, estou tratando ela como ela merece. Eu acho que já te ensinei isso.
Shun não falou mais nada.
- Prepare-se Íris:
- AVE FÊNIX!
- REFLEXO DE LUZ! - revidou ela.
Os dois ataques se chocaram e se alto - destroem.
- MORRA FÊNIX! LAMPEJO DE CORES! – atacou Íris sem perder tempo.
- Idiota, já falei que não tem chances contra mim:
- AVE FÊNIX!
- PAREM!
Ikki ficou paralisado. Todos ao seu redor também.
- Íris, deixe eles seguirem em frente!. – era uma voz feminina que parecia vir de muito longe.
- Mas... – Íris reagiu.
- É para o seu próprio bem...
- Claro, sua palavra é uma ordem...
- Muito bem, será recompensada futuramente.
A voz desapareceu.
- Quem era? – perguntou Ikki perplexo.
- Isso não é da sua conta. – Ela parecia abalada. - Vamos, não ouviram? Sigam em frente! O objetivo final de vocês está próximo...
Todos os cavaleiros se encararam.
- Vão, depois eu alcanço vocês... – disse Shun. – Eu tenho que despertar o Seiya e o Shiryu.
- Tem certeza que eles ainda estão vivos? – perguntou Íris duvidando.
- Eles não vão desistir tão facilmente...
- Ikki, o Shun tem razão! – falou Hyoga com um ar de compreensão.
- Conto com você irmãozinho...
- Não vou decepcioná-lo Ikki...
Ikki balançou a cabeça concordando e olhando mais uma vez para Hyoga, os dois correndo seguiram em frente.

Ikki e Hyoga entraram triunfante na grande sala principal. Na verdade era a mais bonita de todas. Ela era rodeada de pilares, flores e perfumada. Iluminada com um esplendor divino. Um longo tapete vermelho coberto com rosas dava caminho até um trono escondido com cortinas da mesma cor. Ikki e Hyoga caminharam lentamente até chegarem em frente dele.
- Já pode sair daí... – disse Ikki seriamente.
- Vamos, já está na hora de revelar, quem é você... – insistiu Hyoga.
- Vocês continuam como sempre – falou uma voz feminina doce e perfeita. –, não respeitam nem mesmo as grandes divindades...
- Não pode está falando de você! – falou Ikki ironicamente.
- Vai ser castigado por isso, seu inútil... – disse ela furiosa. Apesar disso, sua voz não deixava de ser doce e bela. – É assim que retribui tudo que fiz por você?
- Não seja ridícula! Você tentou me matar isso sim! – Ikki falou furiosamente. – Ainda se considera uma deusa? Uma deusa de verdade e feita de amor e segue sempre o caminho do bem...
- Estou tentando seguir esse caminho... Por isso é preciso alguns sacrifícios.
- O QUÊ? – Ikki sorriu meio sem gosto.
- Ganhei a terra para dominá-la. Atena não estava tomando conta dela como devia. Quero no entanto recomeçar uma nova vida, purificando tudo e todos que já a sujaram uma vez. E já estou quase conseguindo...
- Não pode está falando serio...? – duvidou Hyoga.
- O que está planejando?
Ela sorriu brandamente.
- Em poucos minutos Atena morrerá. Portanto, a terra ficará a minha disposição, para eu dominá-la como quiser... Mas não se preocupem! Eu saberei organiza-la de verdade.
- Atena é a única que pode nos ajudar... – Ikki ficava furioso a cada segundo.
- Onde está ela agora? Diga-me por favor... – implorou Hyoga.
- Já chega, conseguiram muito em chegarem até aqui...
- Mostre-me o seu rosto! – falou Ikki em tom de ordem.
- Quem você está pensando que é cavaleiro?
- Muito bem! Terei que força-la então...
Ikki fez postura de ataque.
- AVE FÊNIX!
- NÃO SEJA RIDICULO!
Antes mesmo do golpe de Ikki atingir as cortinas, ele voltou com tudo na direção deles. Os dois são atingidos pelo golpe ave fênix e são jogados para longe.
- Meu ataque foi revidado...? Isso significa que ela é...
- Quem é você? – perguntou Hyoga se levantando.
- Não vão precisar saber... Pois morrerão em breve! Encarem o meu guerreiro mais fiel e mais poderoso...
Ramos de espinhos surgiram do nada e cresceram rapidamente. Ele foi se abrindo aos poucos como uma flor. Uma luz ofuscante deu origem a um cavaleiro de fisionomia medonha.
Os dois agora de pé novamente, encaravam o guerreiro que surgiu na frente deles.
- THORN? – falaram os dois igualmente assustados.
Na verdade era Thorn, mas ele não era mais o mesmo. Sua armadura negra, exibia um brilho divino e havia mudado de forma. O numero de espinhos na sua armadura havia aumentado, e estavam mais afiados do que nunca.
- Finalmente te encontrei de novo seu cretino... – disse Ikki explodindo de raiva.
Thorn apesar de tudo sorriu.
- O que aconteceu com você? – Hyoga perguntou impressionado.
- Não tenho tempo para responder perguntas. MORRAM!
- RAJADA DE ESPINHOS! – Thorn parecia uma maquina incontrolada de combate.
O ataque foi tão rápido que eles nem tiveram tempo de revidar ou se defenderem.
Os espinhos os atingiram em cheio, fazendo eles desabarem no chão.
- Thorn conseguiu o que ele mais desejava – falou a voz por trás das cortinas. – Thorn recebeu grande parte de sangue divino... – ela deu um sorriso. – Inclusive o de Atena. Portanto, agora ele também é um guerreiro divino.
- O QUE? – Ikki se assustou com as palavras dela.
Hyoga que se levantou lentamente, não conseguiu falar nada.
- O que você fez com Atena? – perguntou Ikki incrédulo.
- Morra você primeiro, fênix:
- CORRENTE DE ESPINHOS!
Uma corrente formada de espinhos prendeu Ikki e o apertou drasticamente. Seu pescoço foi apertado e rasgado com os inúmeros espinhos. O sangue de Ikki pingou lentamente no chão. A corrente de espinhos não o largou e continuou o torturando. Ikki ficou imobilizado e até seus fortes gritos foram abafados.
Hyoga ficou imóvel. Thorn não era mais o mesmo, mesmo assim tentou salvar o amigo.
- PÓ DE DIAMANTE!
- Não seja ridículo! – Thorn usou sua outra mão que estava livre para conter o ataque de gelo.
- O QUE?
A corrente de espinho se dissolveu e Ikki caiu no chão inconsciente.
Thorn olhou furiosamente para Hyoga.
- Agora é a sua vez... – disse Thorn aproximando-se dele rapidamente.
Hyoga não escondeu a angustia e o medo.
- PARE!
Três cavaleiros de bronze entraram de repente no salão principal.
Seiya, Shiryu e Shun entraram triunfantes emanando cosmos altamente poderosos.
Hyoga se sentiu mais aliviado.
Thorn ficou paralisado. Não com medo, mais impressionado.
- Vai ter que encarar todos nos de uma só vez... – falou Seiya determinado.
Thorn sorriu.
- Será uma honra...


segunda-feira, 23 de abril de 2007

Capítulo 17


Capítulo 17

Bloqueio angelical



Seiya e Shiryu caminhavam lentamente por um novo caminho. Após atravessarem o portão de ferro, eles se depararam com outro imenso salão da mesma forma que o anterior. Ele também possuía altos pilares por toda parte e dessa vez o perfume de rosas havia aumentado, o que poderia significar estar próximo do objetivo final. Ele era bem iluminado, mas uma coisa os atrapalhava. Era uma forte nevoa, que os impediam de verem o que se encontrava a seguir.
Seiya e Shiryu se encararam por um breve segundo, e concordando um com o outro, eles seguiram em frente correndo. Enquanto corriam eles avistaram uma pequena luz no fundo do salão coberto pela nevoa. A cada segundo a luz foi ficando maior, até que...
Eles são arremessados para trás com tudo.
- O que foi isso? – perguntou Seiya no chão intrigado.
- Foi um ataque na velocidade da luz... – disse Shiryu incrédulo ao lado do amigo.
- Acham mesmo que eu vou deixar vocês darem mais algum passo? – perguntou uma voz feminina, que soou como um objeto cortante.

Muito longe dali, no santuário da Grécia, Marin e Shina são surpreendidas por cinco vultos que se aproximaram lentamente do templo de Atena. Shina deu um passo à frente para recebê-los.
- Onde vocês se meteram? – perguntou Shina irritada, quando eles finalmente chegaram próximos.
Na verdade eram os outros cinco cavaleiros de bronze: Jabu, Ichi, Geki, Ban e Nachi.
- Calma aí, pra que todo esse stress? – perguntou Jabu impressionado.
Shunrei rezava pacificamente que nem percebeu a chegada deles, enquanto Marin também se aproximou.
- Vamos, respondam! Vocês precisam me dar um forte motivo, para desaparecerem assim, e abandonarem a guarda do santuário! – exigiu Shina raivosa.
- Bom, o que aconteceu foi o seguinte... – começou Jabu muito serio. – A verdade é que não lembramos de nada, quando acordamos estávamos todos em Star Hill.
- Como é que é? Star Hill? – repetiu Shina intrigada.
- Isso mesmo! – respondeu Jabu concordando.
- Star Hill é o monte sagrado, usado apenas pelos grandes mestres meditarem... – disse Marin de repente. – É proibida a subida de qualquer pessoa que não seja um grande mestre ou um deus.
- Eu sei que é, mas o que podemos fazer? Não tivemos culpa... – defendeu-se Jabu.
- Assim que acordamos, viemos diretamente pra cá, para vê se estava tudo certo. – disse Ichi com seu jeito medroso e estranho.
- Então, está tudo bem? – perguntou Jabu repentinamente assustado.
- Bem... – começou Shina. – Tudo o que sabemos é que Atena partiu para um lugar chamado de Jardins suspensos sozinha. Seiya e os outros também foram para lá, em busca dela.
- Serio...? – perguntou Nachi, tomando a fala.
- Nos dê mais detalhes... O que foi que aconteceu? – insistiu Jabu.
- Só sabemos isso... – finalizou Marin.
- Estou com um mau pressentimento... – disse Jabu olhando para o horizonte.
- Não podemos fazer nada, além de esperar e acreditar neles.
- Tem razão, é tudo que podemos fazer no momento.


Outra vez de pé, Seiya e Shiryu puderam ver, quem os atacara. Era alguém que eles nunca tinham visto antes. Na verdade era Íris, que estava na frente deles, exibindo toda a sua beleza, abrindo suas duas longas asas prateadas.
- Quem é você? – perguntou Seiya perplexo.
- É preciso mesmo...? – perguntou Íris sorrindo.
- Você está tentando nos impedir de seguir em frente? – perguntou Shiryu.
- Ainda tem alguma dúvida?
Os dois se calaram.
- Vocês não podem passar deste ponto.
Eles estavam tão impressionados, que nem viram a nevoa desaparecer. O caminho não era tão longo como eles pensavam, na verdade era a nevoa que os iludiam. No fundo do salão, (que se encontrava a poucos metros deles.) havia uma porta.
- Veja Shiryu, a saída! – mostrou Seiya ao amigo.
- O caminho é bem mais curto do que imaginávamos...
- Vocês não podem passar por aquela porta. É lá que a majestade descansa e não gosta de ser incomodada. Portanto... MORRAM! – Atacou Íris repentinamente:
– REFLEXO DE LUZ!
Outra forte rajada de luz atingiu os garotos, que são arremessados outra vez.
- O que houve? Por que não reagem? Sei que podem enxergar um ataque na velocidade da luz...
- Não posso... – falou Seiya se levantando flexivamente. – Não posso lutar com uma mulher...
- Não seja ridículo! Veja-me como uma adversária, não como uma mulher... - Íris atacou outra vez – Tomem isto:
- REFLEXO DE LUZ!
Imediatamente Shiryu tomou a frente, protegendo-os com o seu escudo do dragão.
- Seu escudo não agüentara muito tempo. Veja só:
- LANPEJO DE CORES!
Sete raios coloridos, (Precisamente das cores do arco-íris.) em forma de garras, saíram de sua mão direita. Os raios despedaçaram o escudo de Shiryu completamente.
- NÃO...?! – Shiryu gritou incrédulo. – O escudo do dragão...
- MORRAM! RECEBAM O ATAQUE MAIS FORTE DE IRIS, A DEUSA DO ARCO-IRIS:
- SUSPENSÃO CELESTE!
Raios infinitos de luzes caíram do céu, e invadiram o salão, atingindo Seiya e Shiryu. Com todo o impacto do golpe supremo de Íris, os dois se ajoelharam e por fim desabaram derrotados no chão.
- Esse é todo o poder dos guerreiros de Atena? – perguntou Íris olhando para os seus corpos derrotados.
Quando já ia se retirando, Íris é surpreendida por alguém que adentra repentinamente na sala.
- Espere! – Era Shun.
- Quem é você? – perguntou ela ainda de costas.
- Isso não importa agora... – Shun parou repentinamente ao ver os corpos de Seiya e Shiryu caídos no chão um pouco a sua frente – AMIGOS... – ele se aproximou dos amigos. - O que você fez com eles?
- Ora, só mostrei que eles não são dignos de enfrentar uma deusa. – debochou Íris.
- Então é isso... – Shun falou lentamente – Será que eu sou digno?
Íris sorriu brandamente.
- Não sou um deus, mas posso lutar em igualdade com eles...
Íris sorriu mais ainda.
- Onde você bateu com a cabeça para dizer uma sandice dessas?
- Estou falando serio. Poderia ao menos olhar-me nos meus olhos? – pediu Shun seriamente.
Apesar de tudo Íris obedeceu. Virou-se para encará-lo.
- É então?
- SANTO DEUS! – Íris assustou-se.
Shun não deixou de sentir no fundo uma felicidade por aquilo.
- Mais isso é... – Íris perdeu a voz. – Uma kamui...
- Vejo que poderá mudar de idéia... – falou Shun tentando manter um sorriso.
Íris não deu o braço a torcer.
- Melhor assim... – começou ela. – De igual para igual é uma luta digna, se bem que...
- Eu ainda tenho vantagem... – interrompeu Shun.
- Qual? – perguntou Íris com um sorriso de deboche.
- A justiça está do meu lado, o que significa que a vitória sempre é dos justos.
Íris pareceu não acreditar no que acabara de ouvir.
- Onde está escrito isso? Quem decretou essa lei? – caçoou ela.
Vamos ver isso agora... – Shun fez postura de ataque.
- Andei me informando sobre você – falou ela sem mais nem menos. –, você é um cavaleiro muito sentimental, tem certeza que quer lutar mesmo comigo?
- Não tenho escolha não é?
- Seus amigos não tiveram coragem de me atacar, por que justo então você?
- Meu irmão me ensinou a lutar como um homem e não desistir nunca. Confesso que não me sinto bem lutando contra meus inimigos, principalmente com uma mulher. Também aprendi com ele que se tratando do mau, o sexo não importa... – Shun hesitou por um momento. – Não vou decepcioná-lo.
Íris bateu palmas.
- Nossa que emocionante, to até com vontade de chorar...
Shun não gostou nada da sua reação.
- Caro Andrômeda, nem tudo que o seu irmão diz ou faz é o correto, não é mesmo?
- O que disse?
- Fênix, não é aquele guerreiro fiel que você acredita ser...
- Conhece o meu irmão? – perguntou Shun chocado.
- Sei tudo sobre vocês! – disse ela em disparada.
Shun empalideceu.
- Apesar do meu irmão não está aqui junto de nós combatendo nesse desafio, não significa que ele não seja fiel a Atena...
- Oh, claro... Alias, duvido que ele venha...
- O que está insinuando?
- Bom, você é o único cavaleiro vivo que invadiu os jardins, portanto não faz mal te contar a verdade. Vou te matar em breve mesmo.
Shun ficou paralisado.
Pelo que vejo, o Hyoga ainda não chegou...
- Cisne? – perguntou Íris animada. – Tenho certeza que ele não vem.
- Ele prometeu que viria, eu acredito nele! – disse Shun inconformado.
- Acho que ele está se lamentando até agora...
- Mas por quê?
- Lembra do Castor, o guerreiro misterioso que estava usando a armadura da ilusão?
- Como posso ter esquecido dele? Aquele cavaleiro escondia muitos mistérios...
- Na verdade, quem estava por trás daquela mascara, não era ninguém, ninguém menos do que o seu querido e amado irmão Ikki...
- IMPOSSIVEL!? – Shun ficou atordoado e incrédulo com a revelação.
- Não, não é... – disse Íris com satisfação. – Na verdade foi fênix que causou tudo isso. O seu querido irmão, foi o responsável por tudo!
- Isso não é verdade... – Shun não aceitava essa hipótese. – Está me dizendo, que o meu irmão Ikki, voltou a lutar no lado do Mal?
- De certa forma, sim...
- Não pode ser... Exijo uma explicação...– O coração de Shun bateu aceleradamente.
Íris respirou profundamente, como alguém que teria uma grande difícil missão a seguir.
- Escute garoto, Ikki teve a mente e o coração dominados.
- O QUE?
- Isso mesmo, foi muito fácil manipular o Ikki, pois no fundo do seu coração, havia um sentimento negativo esquecido. Ikki se aliou ao lado do bem, mas antes disso, ele fez muitas maldades, algo que não pode ser apagado de uma hora para outra. Infelizmente algo inesperado aconteceu: Ikki estava recuperando a memória aos poucos, apesar do forte poder que o dominava. Ikki foi enviado para o santuário para eliminá-los imediatamente, sem dar nem uma palavra...
- Quem fez isso com o meu irmão?
Íris pareceu não ouvir, e ignorando a pergunta prosseguiu:
- A cada segundo que passava, Ikki ia se recuperando da manipulação, mas nem mesmo ele percebia. Ele resistia inconscientemente, por instinto. Chegou o momento em que ele contou a vocês todo o nosso segredo: Onde estava localizado o nosso templo até o modo de como chegar lá. Descobrindo a traição, vossa majestade retirou a sua proteção divina. Ikki estava tão confiante que o ataque do cisne fosse revidado por ele ser um “deus” que acabou sendo surpreendido pela força máxima da execução aurora. No entanto é provável que há esta hora, ele já esteja morto...
- NÃO, ISSO É MENTIRA! – Shun lutou para não acreditar, mas sabia que Íris não estava mentindo. Ele via isso no fundo dos seus olhos.
- Posso te provar se quiser!
- Então prove!
Íris olhou para Shun e se aproximou dele. Ela uniu as duas mãos, formando um pequeno circulo com a união dos dedos. Um brilho reflexivo formou um espelho, e nesse espelho se via o santuário da Grécia.
- Muito bem – falou ela finalmente. – Está vendo?
- Esse é o santuário da Grécia?
- Isso mesmo! Onde eles estavam lutando mesmo...?
- No inicio, próximo à destruída mansão de Áries. – respondeu Shun abatido.
Íris moveu as mãos até chegar ao inicio do santuário.
- IMPOSSIVEL! – berrou ela de repente.
Shun também viu o que a assustou: o local estava deserto, não havia ninguém lá.
Ela saiu da casa de Áries, até o templo final bem lentamente, prestando bastante atenção a cada detalhe. Chegando ao templo de Atena eles viram os cinco cavaleiros de bronze secundários, as duas amazonas e Shunrei, mas nada de Hyoga e Ikki...
- Onde eles se meteram? – protestou Íris preocupada.
Shun sorriu, começando a brotar uma pequena esperança no fundo do seu peito.
- MALDITOS, ONDE VOCÊS SE METERAM?! – protestou Íris mais uma vez, mais furiosa do que nunca.
- Podemos ajudar, Íris?
Dois vultos surgiram repentinamente na entrada do salão...


Capítulo 16


Capítulo 16

A fúria da nebulosa



Shun parecia ter superado todos os seus medos. A luta contra Anteros seria um verdadeiro desafio fatal. Ele olhava para o inimigo de um jeito inexplicável.
- Está preparado? – perguntou Shun.
- Sempre estive... – caçoou Anteros.
Shun não esperou mais tempo.
- Defenda-se Anteros:
- CORRENTE NEBULOSA!
Anteros usou um de seus punhos para segurar a corrente. Ela se enroscou nele.
- Isso é uma piada... – debochou Anteros – O que você espera conseguir com essa corrente ridícula?
- ESPLENDOR DAS TREVAS!
A corrente de Shun, se soltou da mão de Anteros, e voltou com tudo contra ele. Ele recebeu todo o impacto e desmoronou no chão com tudo.
Sem perder tempo, Anteros prosseguiu:
- Andrômeda, vou te mostrar que o deus da desunião não tem nada de bom...
- ONDA NEGRA! – Ele aplicou outro golpe sobre Shun que já estava caído. A onda negra, era um turbilhão de energia negativa poderosíssimo. Com a pressão do forte golpe de Anteros, Shun foi arremessado para cima e depois tombou no chão novamente.
- E então? Ainda acha que tem chances de me vencer?
Shun levantou-se lentamente.
- Não pouparei você nenhum segundo, Andrômeda. Essa luta tem que ser minha de qualquer jeito:
- ONDA NEGRA! – Anteros atacou novamente.
- DEFESA CIRCULAR! – Shun gritou rapidamente.
- Você não ouviu? A sua corrente é inútil contra mim. Morra Andrômeda!
- ONDA NEGRA, FORÇA TOTAL!
- CORRENTE NEBULOSA, PROTEJA – ME! DEFESA CIRCULAR!
- O QUÊ? – Anteros recebeu o seu próprio golpe de volta. A corrente de Shun serviu como um espelho devolvendo o próprio reflexo. Anteros caiu no chão profundamente abalado.
- Impossível... – protestou Anteros se levantando rapidamente.
- Você acha mesmo, que eu vou ficar parado esperando você me matar? – Shun parecia furioso. – Anteros, vou vingar o Eros. Você manipulou a alma daquele pobre guerreiro até corrompê-la. Isso é imperdoável, vai se arrepender por isso!
- ATAQUE CORRENTE NEBULOSA!
Uma nevoa negra tomou conta do campo de batalha, impedindo Shun de avistar um passo acima do nariz. Anteros desapareceu.
- Essa não... - Mas Shun não parecia abalado. – Já sei o que fazer. Essa arma é capaz de localizar o inimigo, mesmo que ele se esconda a milhões de anos-luz!
Mais uma vez Shun atacou furiosamente:
- ONDA RELÂMPAGO!
A corrente de Shun cortou com tudo na imensa nevoa, fazendo-a desaparecer. Após a eliminação da nevoa, Anteros é localizado. A corrente de Shun, faz o elmo do inimigo voar.
- Não acredito! – disse Anteros perplexo. – Como essas correntes podem ser tão poderosas assim? – Anteros ficou abalado. – Eu o subestimei Andrômeda...
- Vai se arrepender por tudo Anteros:
- ONDA RELÂMPAGO!
- Idiota...
- O que? Ele deteve o movimento rápido da minha onda relâmpago com apenas um dedo.
- Eu já vi, essa sua técnica. Não funcionará tão facilmente comigo outra vez. – Anteros bufou furioso. – Eu não posso perder essa luta de jeito maneira. Portanto morra:
- ESPLENDOR DAS TREVAS!
- Como você disse, esse golpe seu também não funcionará comigo tão facilmente.
- Defesa circular! – Se defendeu Shun.
- Dessa vez não vai adiantar seu idiota!
Shun parecia zangado.
- A defesa circular da minha corrente é intransponível. Você vai se arrepender por subestimá-la.
A cada segundo a corrente de Shun girava mais rápido em sua volta.
- DEFESA CIRCULAR! PROTEÇÃO MAXIMA!
- Impossível...
Anteros recolheu o seu ataque.
- Não pode ser, suas correntes ficaram douradas...?
Shun também deixou escapar um ar de surpresa.
Tudo isso se devia a elevação máxima do cosmo de Shun. Durante a batalha nas doze casas, as armaduras de bronze foram destruídas. No entanto foi preciso sangue dos cavaleiros de ouro para revivê-las. Durante o confronto contra os marinas de Poseidon, isso já havia acontecido. Eles elevaram tanto o seu cosmo a ponto de suas armaduras ficarem douradas. Tudo isso se devia ao sangue dos cavaleiros de ouro, e com o cosmo máximo, as armaduras atingiam o milagre de ficarem douradas e mais fortes, assim como as doze originais.
- Anteros, meu cosmo está elevado muito além do que você imagina. Vamos acabar logo com isso!
- CORRENTE DE ANDROMEDA!
A corrente avança na direção de Anteros, como uma seta brilhante e pontiaguda. Anteros é atingido em cheio e despencou no chão mais uma vez...
- Quanto poder em Andrômeda... – Anteros se levantou rapidamente, mas com a impressão de está bastante exausto. – Eu não posso perder o poder de um guerreiro como você. Sua força ainda será minha...
- Ainda insiste?
- Ta brincando? Não desisto tão facilmente...
Anteros agora estava de pé outra vez.
- Pelo que vejo, não é só a sua corrente que ficou dourada...
- É, tem razão! – Shun concordou. Sua armadura também exibia um brilho intenso.
- Mais isso não mudará em nada, pois te mostrarei toda a essência do meu poder.
- Ainda acha que pode me derrotar? – perguntou Shun perplexo. – O mau nunca vence o bem. Anteros, essa é a lei.
- Não diga asneira! – protestou Anteros furioso.
Imediatamente Anteros se concentrou. Sua cosmo energia negra agora brilhava intensamente.
- Anteros, você...?
Com a cabeça baixa, Anteros resmungou algo:
- Essa luta já é minha...
A cada segundo a imensidade do cosmo negro cobria Anteros mais e mais.
- Esse homem está com a alma totalmente corrompida pelo mal... – falou Shun preocupado e apavorado. - Não existe chance alguma de haver uma luz no fundo do seu cosmo...
- ACABOU PARA VOCÊ ANDRÔMEDA! JÁ POUPEI A SUA VIDA DEMAIS!
- AH! – O medo voltou a atormentar Shun.
- MORRA!
Anteros explodiu seu cosmo. Uma imensa carga de energia sinistra se espalhou por todo salão.
- RECEBA O MEU PODER SUPREMO:
- GRANDE ONDA NEGRA!
- DEFESA CIRCULAR! – gritou Shun imediatamente.
- Dessa vez não adiantará garoto. Depositei toda minha energia negativa nesse ataque!
E era a mais pura verdade, um forte redemoinho negro rodopiava desesperadamente. A corrente de Shun não resistiu e se partiu em inúmeros pedaços.
- NÃOOOOO! – gritou Shun atordoado.
A grande onda negra, atingiu Shun em cheio. Sua armadura perdeu o brilho dourado e também obteve inúmeras rachaduras.
Anteros não perdeu tempo. Enquanto Shun flutuava no ar dentro do turbilhão negro, ele aplicou o toque final:
- IMPERIUS! – finalizou ele.
O Imperius é um raio lendário que segundo a lenda controla a mente dos adversários.
Mais algo inacreditável aconteceu. Shun lutou fortemente para se livrar do turbilhão. Seu cosmo voltou a se elevar. Fazendo isso, ele conseguiu se esquivar do ataque diabólico de Anteros. Livre do turbilhão, Shun olhou para o inimigo com bastante raiva.
- Anteros, você tentou trapacear. O trato de dominar minha alma foi se eu perdesse a luta...
- Ora, idiotice sua ter acreditado em mim. Eu faço tudo para conseguir o que quero, não importa os meios...
- Além de maligno é mau caráter... – falou Shun aumentando sua raiva. – Anteros, nunca odiei ninguém em toda minha vida, mas parecer que isso vai mudar hoje...
- ORA, NÃO TENHO TEMPO PARA PERDER COM VOCÊ SEU...
- QUEIME MEU COSMO! QUEIME ATÉ O MAXIMO! PELA ULTIMA VEZ, FAÇA UM MILAGRE! – Shun gritou desesperadamente.
- Mas, como...?
A corrente de Shun que estava quebrada se restaurou. É não foi só isso: a sua armadura perdeu as rachaduras e voltou a ser dourada.
- Anteros, vou te mostrar que não sou tão ingênuo como pareço. Quando eu quero uma coisa, eu também luto para consegui-la...
- A TODO CUSTO! – Shun gritou mais uma vez. O Brilho dourado superou a luminosidade, fazendo a armadura de Shun, sofrer outra transformação.
- Ah... Mas...? – Anteros não tinha palavras para se expressar. – Uma Kamui... Impossível...?
Shun conseguiu, sua armadura mais uma vez tornou-se divina.
- Acabou Anteros...
- NUNCA! A FORÇA DE UM CAVALEIRO ESTÁ NO COSMO, NÃO NA ARMADURA...
Anteros avançou furiosamente na direção de Shun para atacá-lo.
- EU FALEI QUE ACABOU! TEMPESTADE NEBULOSA! – finalmente Shun aplicou a sua técnica mais forte. Uma forte ventania em forma de corrente de ar prendeu Anteros, e com muita pressão o arremessou no teto. Por fim ele tombou no chão. Vencido finalmente.
- Eu consegui... Venci o Anteros...
- Você não tem nada de bom, Andrômeda, eu me enganei ao seu respeito...
Foram as ultimas palavras de Anteros, antes de morrer. Após sua derrota, ele desintegrou-se numa poeira negra, que se espalhou pelo ar e por fim desapareceu. Acabou...
- Eros, eu não pude fazer nada para te salvar. Espero que com a morte de Anteros, sua alma possa descansar em paz...
Dizendo isso, Shun seguiu em frente.





Capítulo 15


Capítulo 15

Intenções diabólicas



Seiya e Shun estavam perplexos, não sabiam como reagir. Há poucos segundos eles lutavam com Eros, e agora um outro guerreiro nomeado Anteros assumia a luta. A idéia de dupla personalidade estava deixando os garotos confusos. A energia sinistra emanada por Anteros era negra como a noite, e diferente de Eros, Shun não teve dúvidas ao seu respeito: Anteros não possuía nem um minúsculo grão de areia de bondade. No fundo, Seiya se sentia um pouco culpado, pois segundo o próprio Anteros, foi ele quem o ajudou a despertar.
- Ótimo, já nos apresentamos. Agora vamos ao que interessa – falou Seiya fazendo postura de ataque. – Prepare-se, Anteros, pois vou te derrubar definitivamente junto com esse portão.
- Espere Pegaso! – disse Anteros sorrindo maliciosamente.
- O que foi agora? – perguntou Seiya aborrecido.
- Andrômeda... – falou ele desviando o olhar para Shun – Ainda aceita lutar a sós comigo?
Shun hesitou assustado.
- Se aceitar, eu deixo o Pegaso seguir em frente, Caso contrario...
- Ora seu... – Seiya levantou o punho contra Anteros.
- Espere Seiya! – pediu Shun interrompendo o amigo – Pode deixar ele comigo.
- Mas Shun...
- Por favor, siga em frente, me deixe a sós com o Anteros! – pediu Shun o encarando.
Seiya não hesitou, entendeu rápido com as palavras e o forte olhar de suplica do amigo. Era isso que o Shun desejava nesse momento.
- Tudo bem, eu entendo...
- Obrigado Seiya!
- Anteros... – falou Seiya o encarando com bastante rancor. – Se estiver planejando algo, não vai conseguir, Pois o Shun não permitirá... – ele voltou a olhar para Shun, dessa vez sorrindo. – Não é isso meu amigo?
Shun retribuiu dizendo:
- Isso mesmo... Agora por favor vá Seiya!
- Anteros! – falou Seiya.
Anteros entendeu que era para ele abrir o portão.
- Oh, claro...
- AMIGOS! – A voz de Shiryu ecoou pelo grande salão. Ele veio correndo rápido na direção dos amigos.
- SHIRYU?! – disseram os dois ao mesmo tempo.
- Que bom, vocês estão bem?
- Sim, é você? Venceu o Eolo? – perguntou Seiya com alto estima.
- Bom, digamos que sim, mas... – Ele parou com um forte olhar sob de Anteros. – Quem é ele?
- Olá, você é outro cavaleiro de Atena, não é mesmo? – perguntou Anteros hipocritamente.
- Sim, sou Shiryu de dragão... – disse Shiryu tenso.
- Anteros... – falou Shun interrompendo a conversa dos dois. – Permita o Shiryu atravessar o portão também...
- Oh, mais é claro! – Ele não deixou nem Shun terminar. – O único que me interessa é você!
Seiya e Shiryu fizeram cara de espanto.
- Vamos rápido! – Anteros apressou-se. Ele tocou o portão com apenas um dedo. O portão que parecia de ferro grosso e pesado se abriu como se ele tocasse uma pena. Olhando bem, apesar de parecer bem seguro e resistente, ele era fino e vagabundo. Do outro lado, não se via nada além de uma nevoa densa e escura.
- Vamos, sigam em frente! – pediu Shun em tom de ordem.
- Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? – perguntou Shiryu confuso.
- Agora não Shiryu... – disse Shun muito serio. - Vão, agora!
Seiya fez sinal para o amigo obedecer. Por poucos segundos, Shiryu pareceu hesitar, mas logo em seguida ele concordou.
- Se cuida Shun... – disse Shiryu para o amigo.
- Pode deixar...
Se despedindo do amigo, eles seguiram em frente.
Imediatamente após a passagem dos garotos, o portão se fechou. Shun e Anteros se encararam por um longo momento. Quebrando o silêncio, Shun perguntou:
- E então, o que está planejando?
- Eu? Ora Andrômeda, nada...
- Não seja cínico! Sei que um “deus” não tomaria uma atitude dessas se não se beneficiasse com ela...
Anteros sorriu.
- Você não é tão ingênuo como se parece...
Shun estava com as correntes preparadas para atacar, caso precisasse.
- Muito bem... – começou Anteros lentamente. – Eu quero a sua alma!
- O QUE? – Shun entrou em tremendo estado de choque. Não esperava em hipótese alguma ouvir aquilo. Achou até que não ouvira direito.
- Isso mesmo que você ouviu. Lute comigo: Se ganhar – falou ele abafando um sorriso desdenhoso -, que eu acho muito difícil, você poderá passar ileso. Se perder, eu exijo o direito de manipular a sua alma para sempre, assim como a do Eros.
- Não tem absoluto sentido o que você está falando...
- Ora, claro que tem. Andrômeda, por que eu deixei o Pégaso e o Dragão seguirem em frente?
- Eu não sei... – disse Shun lentamente - Não tenho a mínima idéia.
- Por que eles não me interessam? – perguntou Anteros respondendo logo em seguida - Por que a alma deles não é igual a sua. A sua alma é rara. Ela é igual a do Eros, pura como a brisa que sopra. Em outras palavras, uma alma pura corrompida é muito mais poderosa. Eu quero o controle da sua alma para me fortalecer ainda mais. Quero o poder infinito em minhas mãos...
- Você é louco... – disse Shun incrédulo.
- Não, não sou. Eu sou esperto, isso sim, pois descobri onde está a verdadeira essência da força.
- Você não tem coração...
- Claro que tenho! – protestou Anteros. – Só que um coração diferente. Digamos um coração mais poderoso...
- Eu já entendi. Você age sozinho, não é mesmo? Está querendo superar os outros deuses...
- Confesso que não sou tão fiel aos deuses, pois também sou um...
- Terá que me provar isso!
- O que disse?
- Eu quis dizer que aceito o seu desafio! – falou Shun determinado.
- Muito bem, bom garoto...
- Mas saiba de uma coisa – completou Shun de imediato. - Eu lutarei com todas as minhas forças e não deixarei você me vencer...




Capítulo 14


Capítulo 14

O segredo de Eros



Shiryu também chegou até a entrada do grande templo. O cavaleiro de dragão não mediu esforços e o adentrou sem hesitar. Enquanto ele corria pelo longo caminho, Shun e Seiya enfrentavam Eros em um combate devastador. O cavaleiro de Andrômeda tentou acima de tudo convencer Eros a não lutar. Shun acreditava que Eros não era mau, e havia um motivo muito forte para ele está no caminho deles os enfrentando. A suplica de Shun chegou até o limite final, mas o deus da união continuou com a palavra que não deixaria eles passarem pelo portão. Mesmo não gostando de lutar, e com algo gritando no fundo da sua alma dizendo que Eros não era mau, Shun não teve escolha e falou definitivamente:
- Eu tentei Eros, eu juro que tentei...
- Pare de se lamentar seu idiota! – disse Eros furioso.
- Você não merece a nossa piedade Eros... Você...
- CHEGA, JÁ CANSEI DE SEUS LAMENTOS INUTEIS...
Ainda no ar, Eros guardou o seu arco, e com um movimento rápido feito com as mãos, ele ataca:
- ONDA NEGRA!
Um turbilhão de energia sinistra e escura formou-se repentinamente e avançou na direção de Seiya e Shun.
- CORRENTE NEBULOSA, NOS PROTEJA!
A corrente de Shun também se transformou em um turbilhão, protegendo-os do ataque de Eros. O turbilhão negro continuou girando como uma forte ventania. Seiya e shun estavam protegidos pela corrente, mas ainda sentiam uma grande força tentando arrasta-los.
- Não adianta, sua corrente não agüentará muito tempo! – disse Eros sorrindo.
- Eu não entendo Seiya... – disse Shun se esforçando ao amigo que também estava cada vez mais angustiado preso dentro da corrente e do turbilhão negro. – Como o Eros possui poder das trevas, sendo ele o deus da união? Como?
- Eu também não sei Shun... – respondeu Seiya com os olhos quase se fechando, por causa da forte ventania negra. – Só sei que a primeira oportunidade que tivermos, não hesitaremos, e o derrotaremos de uma vez por todas.
Shun concordou com a cabeça. Era difícil para ele dizer que sim, mas Eros não estava retribuindo a sua generosidade. Era a única saída que restava...
- Será o fim de vocês dois! O FIM! – disse Eros aos poucos levantando o seu tom de voz.
- Seiya... – disse Shun determinado. – Não podemos ficar parados contando com a sorte! Vamos revidar essa luta... Eu sei que unidos conseguiremos...
Seiya concordou.
Eles começaram a elevar a cosmo energia. Aos poucos com a elevação cósmica deles, um forte brilho dourado tomou conta do local.
- O QUE? – disse Eros assustado.
- Eros... – começou Shun. – Não hesitarei mais! Eu sou um cavaleiro de Atena, e não posso deixar você me derrotar desse jeito... TÃO FACIL!
- É isso aí, o Shun tem razão... – falou Seiya furioso. – Acabou para você Eros!
O cosmo de Seiya e Shun explodiu. O turbilhão de Eros desapareceu e o deus da união é arremessado com a explosão cósmica dos cavaleiros. Não tendo espaço para ser jogado para longe, Eros colidiu com o grande portão de ferro em pressão avassaladora.
Seiya e Shun estavam agora em pé na frente de Eros caído.
- Mas como...? – Eros se lamentou no chão.
- Abra o portão e saia da nossa frente? – mandou Seiya em tom arrogante.
Shun não falou nada, mas parecia concordar com o amigo.
- Está brincando... – debochou Eros negando.
- Não, não estou...
- Ah... – Murmurou Eros se levantando lentamente.
- Se não abrir o portão, te derrubarei junto com ele.
- Isso é uma piada... – falou Eros furioso limpando uma gota de sangue que escorreu de sua boca.
- Pela ultima vez: Vai abrir ou não?
Novamente de pé, Eros o encarou por um longo momento. Os olhos de Eros faiscavam tanto quanto os de Seiya. A resposta de Eros foi definitiva:
- Nunca deixarei vocês passarem!
- Você pediu...
O cosmo de Seiya estava queimando intensamente.
- COMETA DE PEGASO!!!!!! – atacou Seiya com um grito profundo.
Com um forte lampejo, o cometa de Seiya disparou em grande escala. Apenas se via a fraca sombra de Eros que continuava de pé dentro do imenso cometa de luz.
Quando o ataque de Seiya chegou a fim, uma forte surpresa os aguardava.
O portão continuava intacto, mas não era só isso...
- Impossível... – Shun estava boquiaberto.
A imagem do jovem Eros havia desaparecido. No seu lugar se encontrava uma figura sombria. Um homem com uma personalidade forte trajando uma armadura estranha dividida nas cores, azul,(na maior parte) vermelho e branco. Tinha os cabelos vermelhos que combinavam com o seu forte olhar diabólico. Por fim ele emanava uma poderosa cosmo energia negra misturada com uma imensa tristeza na alma.
- Mas o que foi que aconteceu aqui? – perguntou Seiya espantado.
O misterioso homem nada falou, apenas sorriu assustadoramente.
- O que aconteceu com o Eros? – perguntou Shun apavorado.
- O Eros não existe mais... – disse ele finalmente. Sua voz era fria como uma rajada de vento gélido.
- Isso é impossível... – disse Shun perplexo.
- Não, não é! – começou o misterioso cavaleiro. - Há muito tempo atrás, Eros era considerado a personificação da união. Com tanta perfeição em unir as pessoas, Eros era visto como um deus perfeito. Mas na verdade, assim como todos os seres, no fundo do seu coração havia uma pequena perversão natural, precisamente eu. Há poucos dias Eros foi convocado pelos deuses para vigiar o portão que dá entrada a esse templo. Eles convenceram Eros de que todos aqueles que tentassem passar por aqui eram malignos, e que Eros teria que elimina-los; fazendo isso ele estaria defendendo a justiça. A partir desse momento, o coração de Eros entrou em conflito, e eu finalmente comecei a ganhar mais vida. Ele teria que eliminar o inimigo, uma atitude imprópria para ele, mas era uma ordem divina, não poderia desobedecer. No entanto vocês tentaram passar por esse portão, o que significa que são verdadeiras personificações demoníacas. Foi aí que a parte maligna que estava escondida no coração de Eros começou a se expandir...
- Está dizendo que o Eros e você são um só? – perguntou Shun incrédulo.
- Não, quase isso! Éramos um só...
- Mas...
- Eu consegui despertar definitivamente, tomando assim o seu lugar. O Eros não existe mais... Já estava cansado daquele carinha todo certinho que ele era... O Eros desapareceu definitivamente.
- Mas por quê? – perguntou Seiya com um olhar temeroso.
- Ora Pegaso, graças a você! Você depositou todo o seu ódio no seu golpe. Era isso que o meu coração precisava, Ódio, para eu me transformar completamente.
- Então era esse o segredo: O Eros estava sendo manipulado... – falou Shun lentamente – Dupla personalidade... O mesmo que aconteceu com o Saga...
- Quem é você afinal? – perguntou Seiya.
Ele sorriu sarcasticamente:
- Sou o contrario de Eros. Chamo-me Anteros, sou o deus da desunião...


domingo, 15 de abril de 2007

Capítulo 13


Capítulo 13

Eros, o guardião


Seiya e Shun finalmente chegaram até o grande templo. O templo era enorme e dava impressão de ser mesmo uma morada divina. Ele era perfeito, e quem quer que fosse o construtor dele uem quer que fosse o construtor dele, havia superado a perfeição. Os pilares altos que davam abertura para seu interior eram decorados com inúmeras pedras preciosas que reluziam com a passagem do sol.
- E então, Shun? Vamos em frente! – falou Seiya olhando para o amigo.
Shun concordou com a cabeça.
Sem perder tempo os dois adentraram no templo. Eles correram rapidamente em busca do destino final.
- Esse lugar é enorme! – disse Shun exausto enquanto corria.
- Nem me fale... – respondeu Seiya suspirando.
Um doce perfume floral invadia o templo. Dentro dele também havia enormes pilares com o brilho de pedras preciosas e flores de diversos tipos, em especial rosas vermelhas.
Depois de percorrerem um enorme caminho, uma forte luz encadeou os olhos de Seiya.
- Veja Shun, é um portão! – admirou-se Seiya quando o viu.
- Finalmente! – disse Shun aliviado.
Poucos passos de um grande portão de ferro, Seiya e Shun pararam por alguns instantes.
- Parece bem resistente... – falou Shun impressionado.
É, parece mesmo, mas ele não vai me impedir de seguir em frente. – disse Seiya muito serio. - Para trás Shun!
- O que vai fazer Seiya?
- Ora, não está na cara?
- Vai destruir o portão?
- Não tenho escolha não é? É a única solução para seguirmos em frente.
Shun não disse mais nada, apenas se afastou como pediu o amigo.
É agora... – disse Seiya determinado.
- METEOROS DE PEGASO!
Inúmeros meteoros disparados por Seiya seguiram em direção ao portão.
- O QUE? – falou Seiya assustado.
Uma imensa barreira transparente protegeu o portão.
- Quanta violência, hein? Se ao menos o arranha-se, pagaria com sua vida.
Seiya e Shun ouviram uma voz atrás deles. Era uma voz masculina com certo tom de tranqüilidade. Rapidamente eles se viraram e vira um belo jovem caminhar lentamente em sua direção. Ele era loiro, e estava usando uma armadura diferente, (Pois cobria poucas partes do seu corpo.) segurava um arco sobre uma das mãos e possuía duas curtas asas douradas.
- Quem é você? – perguntou Seiya ao estranho.
- Eu é quem te faço essa pergunta? Seriam vocês os intrusos que invadiram os jardins suspensos e se rebelaram contra os deuses?
- Somos cavaleiros de Atena. Eu sou Seiya de Pegaso e ele é Shun de Andrômeda .
- Estavam tentando derrubar o portão divino?
- O que faria se fosse isso? – perguntou Seiya exaltado.
- Se fosse isso, não teria escolha se não matar vocês dois aqui e agora...
- Você não gosta de lutar... – disse Shun o encarando.
- O que disse garoto? – perguntou o jovem cavaleiro com uma expressão de sorriso no rosto.
- Eu disse que você não gosta de lutar. Eu vejo isso no fundo dos seus olhos, você não é mau...
- Não diga bobagens...
- Por favor não fique no nosso caminho, eu não quero te ferir...
O jovem cavaleiro deu um sorriso profundo.
- Como disse? Não quer me ferir? Acha que teria poderes para isso garotinho?
- CHEGA! – falou Seiya irritado.- Vai mesmo tentar nos interferir?
- Ainda tem dúvidas disso?
- Então não teremos escolha Shun, o derrotaremos primeiro.
- Que determinação a sua hein? Sabe Pégaso uma coisa que eu admiro nos cavaleiros de Atena, e a fácil possibilidade que vocês têm de sonhar alto. Mesmo diante de um inimigo indestrutível pela suas mãos, nunca perdem a esperança...
- Não importo quem seja o meu inimigo, eu o derrotarei sem medir esforços. – disse Seiya fazendo postura de ataque.
- Não Seiya , por favor! – pediu Shun segurando o seu punho.
- Mas Shun...?
- Por favor, pela ultima vez, não nos obrigue a lutar com você! Eu já te disse que você não é mau, as minhas correntes me dizem isso, o meu coração diz isso... – Shun suplicava cada vez mais. – Por favor nos deixe seguir em frente, poupe-nos de uma luta desnecessária.
- Acho que ainda não me apresentei. Muito bem, eu sou Eros, o deus da união, sou também o guardião do portão divino, portanto é inadmissível me pedir para deixar vocês prosseguirem, se a minha missão é não deixar ninguém chegar até o outro lado.
- Não adianta mesmo, não é? – disse Seiya com os olhos flamejantes.
- Não! – disse Eros com frieza.
- Não, Eros, eu não aceito isso! Como pode o deus da união ter um coração tão negro como você aparenta ter.
Eros sorriu.
- Quer mesmo uma explicação para isso?
- Seria mais do que justo...
- Não adianta Shun, ele é nosso inimigo. Não podemos perder tempo, Atena precisa de nós agora...
- Tem razão Seiya! – falou Shun determinado. – Deixe o Eros comigo e siga em frente!
- Ah,... O que? – Tentou falar Seiya espantado.
- Isso mesmo, deixe o Eros comigo e siga em frente!
- Mas Shun...?
- Seiya, como você disse “Não podemos perder tempo...”
Seiya olhou nos olhos de Shun por poucos segundos e concordou.
- Tudo bem, eu conto com você!
- Pode confiar.
Virando-se de costas Seiya segue em frente.
- Eros, eu ainda vou descobrir, porque você luta...
Eros parecia irritado.
- Garotinho, a resposta é obvia: Eu luto por que gosto, por que me sinto bem e me divirto matando os meus inimigos...
- Isso não é verdade! – Shun o interrompeu. – Você é como nós, não gostamos de ferir os outros...
As curtas asas de Eros se abriram e ele voou rapidamente até a frente do portão.
- Já falei, que sou o guardião daqui, e que não deixarei ninguém passar.
- Ora, seu... – Seiya levantou o punho furioso.
- METEOROS DE PEGASO!
Mais uma vez, Eros ergueu a barreira transparente que conteve todos os meteoros de Seiya.
- Maldito! Pega essa então:
- COMETA DE PEGASO!
A barreira continuou aparando todos os golpes de Seiya, por mais fortes que eles fossem.
- Impossível!
Rapidamente, Shun se aproximou deles.
- Eu estou disposto a lutar com você, Eros. Deixe o Seiya seguir em frente!
- Não seja ridículo! Por aqui ninguém passa!
- Você já esta me aborrecendo...
- Calma Seiya, nós vamos conseguir... – pediu Shun serenamente.
- Eros, você é um deus, e não é um deus qualquer, pois a virtude que você carrega consigo, é um dos sentimentos mais belo mundo. Se nós conseguimos tudo que temos hoje é por que nunca desistimos por estarmos unidos. A nossa união supera qualquer coisa. Eros tudo em união fica mais fácil...
- Shun...? – falou Seiya lentamente.
Eros baixou a cabeça e deixou escapar algumas lagrimas de profunda tristeza.
- Por que você insiste em ser o nosso inimigo? Por favor Eros...
Levantando o rosto, seus olhos estavam vermelhos de raiva.
- Mas ele... – disse Seiya espantado.
-VOCÊS JÁ ESTÃO ME IRRITANDO! – Eros subiu no ar, e mirou uma flecha para os garotos.
- O que?
- Tomem isto:
- FLECHA DESTRUIDORA!
Uma flecha de luz cortou o vento em disparada e colidiu com o chão sobre os pés deles, causando uma pequena explosão. Depois que a fumaça ofuscante desapareceu, Shun encarou Eros com bastante pena.
- Eros, eu tentei....